Começando o dia com um açai
Acordei e fiz uma tigela de açaí, tem forma melhor de começar o dia? Resolvi adotar como o meu café da manhã, como diria Kelly Slatar (o Pelé do surf) tem tudo ali dentro, e tem mesmo. Não bastando o açaí ser considerado uma das 10 super alimentos mais nutritivas do mundo, a tigela ainda leva granola (sem açúcar refinado), mel, xarope de guaraná e banana. Amanha vou testar colocar uma fatia de mamão também. Nem é tão calórico como muita gente diz, acho que meu café da manhã ficou no máximo com 250kal, lembrando que é a refeição mais importante do dia. Nos EUA tem até uma dieta chamada Dieta do Açai, não curto esse tipo de coisa mas foi só para ilustrar que ele não é este vilão calórico que pregam por aqui, muito pelo contrário. Lá fora uma tigela de açaí custa uma fortuna, venerado por atletas do mundo todo, aqui a preço de banana muita gente deixa de aproveitar. Incluído no meu cardápio.
Kelly Slater e o Açai
Marroquim, amigo, professor e shaper
Shaun Tomson
Tai meu amigo, shaper e professor de surf, Ricardo Marroquim, surfando a vida dele. Abraços brother.
Mais uma vez, indo sozinho surfar
Indo sozinho surfar, já esta virando costume, 1h de ida e outra de volta, nenhum problema. Deixei de ver as previsões das ondas, como me disse um velho surfista “ou você vai simplesmente surfar ou fica complicado demais, e o surf é o inverso disso tudo”. Não tem mais essa de saber a hora perfeita, a maré perfeita, é você e a imprevisibilidade do mar. Na volta um açai…
Minha Paixão Pelo Surf
No alto dos meus 14 anos de idade, eu morava longe da praia (para quem não tinha carro) e não sabia nada de surf, minha lembrança mais remota era de quando eu tinha por volta de 5 anos de idade, a prancha rocha de meu pai. Ela era uma prancha de quilha única, rocha, sem cordinha e ele parafinava, alias, encerava com vela normal. Não me lembro de meu pai ter pego nenhuma onda, só da cara de decepção que ele fez quando o amigo devolveu sua prancha sem a quilha, não havia desviado do arrecife e fez-se o estrago , foi o fim do surf para meu pai.
Apesar de meu pai não ter pego mais nenhuma onda, ele sempre foi vidrado em assistir nos filmes e televisão. Eis que em 94 estréia o filme Endless Summer II, ambos assistimos enlouquecidos, no dia seguinte lá estava eu no cinema assistindo novamente, meu pai tinha que comprar uma prancha de surf para mim. Já faziam 2 anos desde o primeiro ataque de tubarões em boa viagem mas eu não queria nem saber, minha empolgação durou pouco tempo. Sem carro para chegar até a praia e me pelando de medo na água, minha prancha serviu para eu ganhar um ano inteiro de lanches com o rastafari da cantina de minha escola.
Acho que de tanto sonhar que eu surfava, de tanto ficar longe da praia por tanto tempo, aos 28 anos deu um estalo de que eu estive perdendo todo o tempo do mundo longe do mar. Foi engraçado porque eu estava dirigindo e de repente pensei “tenho que estar amanhã na praia e tenho que surfar”. Se eu não fizesse aquilo no dia seguinte eu ia ficar maluco, e parece que um pouco dessa maluquice ainda esta por aqui, pois todo dia na cidade é um dia a menos no mar.
Logo depois disso eu comprei minha prancha, voltarei a escrever sobre ela, e assisti novamente ao filme que deu origem a isso tudo, 14 anos depois.




