Começando minha preparação para a Meia Maratona do Rio de Janeiro
Músicas para correr pensando Vol.1
Uma boa playlist sempre motiva na hora da uma corrida, no entanto as vezes ela é capaz de ofuscar um dos maiores baratos do corredor, a reflexão, aquele tempo reservado para ficarmos pensando nos problemas e soluções do dia que está por vir (corredores da manhã) ou que passou (corredores da noite).
Para aqueles que não conseguem correr sem música, estou disponibilizando uma série de mixes com duração média de 1h chamados de “Músicas para correr pensando”. Com a autoria de @Stream_enterer, a sua maior marca é uma pegada bacana mas que ao mesmo tempo que não prende a atenção.
Cuidado ao correr com fones de ouvido

Eu costumo correr com fones de ouvido a muito tempo, mas ao que parece estamos sempre aprendendo. Nada do que vou escrever é cientificamente comprovado, é algo que descobri por acaso.
Uma vez ou outra durante os longões, eu percebia minha perna direita mais cansada que a esquerda, as vezes no primeiro quilômetro uma fadiga maior já acusava. Nunca entendi o porque disso e sempre atribui a pista em que treino, feita de muitas curvas para a esquerda.
O estranho desses momentos é que eu sempre estava acompanhado, apesar do roteiro ser o mesmo, existia uma pessoa ao meu lado com qual eu interagia durante toda a corrida, e por conta disso, estava sempre apenas com um dos fones de ouvido, a outra orelha ficava livre para eu ouvir a conversa.
Nos últimos treinos solitários um dos lados do fone quebrou, continuei correndo como faço quando acompanhado e estranhamente o mesmo cansaço excessivo em uma das pernas voltou. Fiz testes com fones, sem fones, com um fone… Quando estou com música em apenas um ouvido a minha corrida perde qualidade, algo desbalanceia no corpo, sua leitura muda ligeiramente. Não passo a correr de forma estranha nem nada parecido, mas percebo que durante um longo percurso isso é o suficiente para fazer diferença. Algumas pessoas podem não alterar em nada a sua corrida mas na dúvida faça como eu, ou corra com dois fones de ouvido em um volume baixo, ou corra sem nenhum.
Vibram Five Fingers, correndo descalço?

Eu gosto de flexibilidade nos pés, após a mão ele é órgão com mais terminações sensoriais do corpo humano e no entanto o escondemos durante todo o dia. Hoje corro muito descaço e acredito que por conta disso me tornei um corredor melhor. Correr descalço te obriga a corrigir a postura e pisadas por conta de sua natural necessidade de adaptar o exercício a uma zona de conforto.
Correr descalço nem sempre é possível, pregos, espinhos, cacos de vidro e até as bolhas que torturam os pés destreinados são os maiores motivos. Passei alguns meses até acostumar a sola do pé. Uma vez na semana eu fazia o meu treino mais leve enquanto o resto da semana eu usava meu tradicional tênis de corrida. Esse treinamento foi fortificando os músculos e tendões que antes não eram trabalhados, além de ir tornando a sola do pé mais resistentes ao piso que nem sempre é amigável. A surpresa de pisar em uma pequena pedrinha nos primeiros dias era bastante desagradável.
Hoje meus pés são fortes e já corri distâncias de 10km sem nenhum problema, porém sei que isso não possível em diversas ocasiões, pensando nisso pesquisei e encontrei informações sobre a “Vibram Five Fingers”. Esta companhia italiana, que fabrica os solados de diversas marcas famosas de tênis, resolveu criar sua própria linha especializada para quem quer proteger os pés apenas de cortes e ao atrito das corridas.

A Vibram, na tentativa de simular o máximo possível a pisada natural, conta até com compartimentos para os dedos. Entrei em contato através de do site americano e comprei dois pares. A numeração deles é super rigorosa, pois é algo quase sob medida, dentro do site eles ensinam exatamente como escolher o tamanho correto com testes que você pode fazer em casa.
Minha opinião após alguns meses de teste é a de que o controle dos movimentos do pé, a pisada, a flexibilidade continuam os mesmo de quando você corre descaço, no entanto o conforto geral é menor, inclusive do que um tradicional tênis. O estilo luva deste sapato é sempre algo diferente do que você esta acostumado a utilizar no dia a dia e são bem perceptíveis durante as corridas já que em nenhuma outra situação você tem tecido entre os dedos. Durante minhas corridas com eles, os olhares curiosos são frequentes.
Como a solução para uma pessoa que quer continuar com os movimentos de um pé descalço durante uma maratona, lugares com piso perigoso ou desconhecido, o Vibram é muito bom, falta ainda a empresa investir mais em acabamento e conforto (elementos como uma costura mais confortável, etc), no entanto é uma solução real para uma necessidade crescente entre os atletas.
Após 3 semanas correndo descaço

Para se correr descalço é necessário adaptação, intercalar os treinos entre 500m sem tênis e o restante com, até ir acostumando o pé, o corredor deve ir aumentando essa distância ao longo dos treinos. Nossa sola, ao contrário do que a natureza projetou, se tornou muito fina ao longo de anos pelo uso de calçados.
Eu obviamente fiz meu treino completo descalço, durante a primeira semana, um pouco de dor e várias bolhas, na segunda nenhuma dor e pequenas bolhas, agora elas secaram (como podem ver na foto) e eu consigo correr confortavelmente até no asfalto.
Eu comecei a correr descalço por conta do livro Born to Run, que prega que o uso do tênis de corridas contribui para o aumento de lesões. A partir dai comecei a pesquisar mais sobre o assunto, encontrando diversos artigos que condenam o uso desses calçados. No início deste ano, me deparei com uma pesquisa que esta sendo feita no Skeletal Bilology Lab de Harvard, que esta abalando a indústria de corrida. Uma pesquisa tão grande e reveladora que já tem página própria dentro do departamento (Link).
Pesquisas como esta não são novidade, existem diversos artigos apontando o mesmo. Em um artigo publicado pelo Britsh Journal of Sport Medicine (Link), o autor aponta um aumento em até 127% de lesões nas pessoas que usam os tênis de corrida modernos quando comparados as que usam calçados sem este tipo de amortecimento.
Eu não estou dizendo para as pessoas correrem descalças, mas os mais recentes artigos na área tem apontado que, caso vá escolher um tênis para correr, prefira os feitos para imitar a pisada natural do pé ou até uma sapatilha Rainha.
Eu pessoalmente não confio correr descalço em qualquer lugar, e por isso eu encomendei um sapato especial que imita a pisada humana chamado Vibram Five Fingers (Link), mas este é outro post.
Livro: Born to Run

Correr na maioria das vezes é bastante solitário e porque não preencher os ouvidos com alguns Audiobooks (livros em áudio)?! Assinei durante um ano o Audible.com, que é o maior site de audiobooks da atualidade (apenas em inglês). É muito interessante porque muitas vezes é o próprio autor que lê o livro.
Como primeiro livro eu baixei o Born to Run de Christopher McDougall, um corredor grande e pesado que escreve para várias revistas e jornais, incluindo o New York Times e a Runners World. Impossibilitado de correr por conta de lesões e tendo visitado os melhores especialistas do mundo, ele descobre que uma tribo de índios mexicanos que além de serem os melhores corredores de longa distancia do mundo, correm descalços. A partir dai McDougall descobre as mais diversas pesquisas condenando o uso dos tenis de corrida e passa a correr apenas com a sola do pé. Finalmente após anos de lesões e problemas, ele estava curado. Durante sua jornada, McDougall vai até o México conhecer esta tribo de tímidos corredores e encontra as mais supreendentes figuras pelo caminho.
Excelente leitura que balançou a industria do tenis de corrida nos Estados Unidos durante 2009, McDougall escreve apaixonadamente sobre os corredores, mas possui uma lígua ferina para a indústria do lobby, sobrou até para o famoso Dean Karnazes. Este bestseller ainda não tem editora no Brasil mas possuindo um inglês fácil, vale a pena arriscar a versão americana.
Mais tarde vou publicar os vários estudos sobre os malefícios dos tênis de corrida, e como correr descalço tem crescido bastante. O que posso adiantar é que pela primeira vez na minha vida corro sem canelite.
Voltando aos treinos e meu Treinador
Brazil 135 - A maior ultra maratona do Brasil
Após postar várias vezes no meu blog sobre ultra maratonas, fui me tornando amigo de alguns atletas e leitores deste blog, até que surgiu o convite de um deles, o Henrique Jacob, para que eu participasse de sua equipe de apoio. Seria a primeira ultra maratona que eu teria uma participação ativa, mesmo que não como atleta.
Nunca nos falamos por telefone e tudo foi combinado via e-mail, ponto de encontro Hotel do SESC em Poços de Caldas - MG. Por surpresa, chegamos todos ao mesmo tempo no Hotel e tive o prazer de conhecer além do simpático Henrique, a mãe mais coruja do mundo Rita, e o hilário ultra maratonista Manoelzinho, a apresentação já indicava que qualquer que fosse o percurso, seria muito divertido.
Primeira horas de hotel, fomos encontrando os outros atletas e organizadores, a sensação foi de uma grande família, como o mundo das ultramaratonas é bastante marginal, são poucos os que se aventuram, assim todos se conhecem. A falta de grandes prêmios na modalidade faz com que o esporte fique ainda mais restrito aos que querem competir apenas pelo prazer da corrida, ou uma medalha pendurada no peito.
Após a apresentação oficial dos atletas, vários deles internacionais, era notório que a prova era feita na base do amor, os organizadores se desdobravam com a falta de recursos e voluntários na corrida. Como era apoio, traduzi durante horas para vários atletas internacionais os complicados mapas (pelo menos no papel) e explicações que o diretor da prova havia dado. Para mim, a prova havia começado ali.
Dia seguinte foi engraçado ir para a largada, pegamos a BR e de repente paramos do lado de uma mata, estávamos no lugar “como assim a largada vai ser aqui?”. E na entrada daquela bela floresta todos começaram a se alinhar, e após o hino do Brasil e algumas palavras que não consegui ouvir, foi dada a largada, alguns saíram voando, outros trotando, outros andando… Pelos próximos 217km essa prova seria pessoal para cada um deles.
Começo da prova tudo são flores, todas as estratégias conseguem ser cumpridas, as pessoas ainda conseguem raciocinar, algo que iria mudar em 24h pela privação de sono, alimentação e extenuação física. O trajeto era e foi durante todo o percurso espetacular, com várias cachoeiras, uma mata deslumbrante e uma população simpaticíssima. Fomos praticamente juntos durante todo o trecho até o famoso Pico do Gavião de 1663m de altitude, a partir dali tudo ia mudar. Para nosso corredor era um lugar muito importante, afinal foi onde ele havia perdido o pai, outro atleta de esportes radicais que praticava asa deltas naquele pico. Abandonando sua estratégia, Henrique colocou “a faca no dente” e atacou o pico furiosamente, subiu a plenos pulmões como se fosse ali a sua prova, chegou lá em cima, se sentou e meditou muito, era hora de ele ficar sozinho, registrei o momento e me afastei. Aquela luta com o pico viria a cobrar em seu corpo um valor muito alto durante todo o resto da prova.
Saindo do Pico, começamos a encontrar alguns atletas bastante surrados e precisando de apoio, nossa picape era grande e tinha alimento suficiente para alimentar um exército durante todo o ano, grande parte disso devido ao acompanhamento dos nutricionistas de Henrique, mas tenho certeza que também pela mãezona que não deixaria nada faltar durante a corrida. Ajudamos muitos corredores pois nem todas as equipes tinham um carro tão potente quanto o nosso, e por isso vários atletas ficaram sem apoio por distancias longas demais, sem água ou alimentação, todos eles atletas que nunca haviam corrido aquela prova e por isso não sabiam dos acasos do terreno. Foi ótimo para fazer alguns amigos e movimentar o corpo que por horas ficava por horas esperando nosso corredor.
Pegamos outro pico durante a madrugada, muito gelado, o que para os corredores com baixa porcentagem de gordura pode significar o término da prova, tanto que encontramos o nosso corredor em estado inicial de hipotermia e decidimos fazer uma pausa no ponto de apoio. Vários corredores se amontoaram por lá com fadiga geral, uma grande macarronada fornecida pela prova salvou muita gente. De repente chega um corredor que havia vomitado e desmaiado no pico, deitado por algumas horas, acordou, comeu o macarrão, voltou correndo para onde haviam pegado ele e continuou a prova normalmente.
Cansados partimos novamente, a essa hora a equipe já estava mais ou menos cansada, com 1h de sono, sem banho e tomando decisões. As dores atormentavam os atletas, então decidi amarrar o tênis e acompanhar o nosso corredor, falando de coisas boas tentava desviar sua atenção, mas as pernas cansadas e virilhas machucadas sempre o lembravam de que ainda faltavam mais 100km pela frente.
Ser equipe de apoio é engraçado, pois todos tem que segurar não só o próprio mental, como o de seus companheiros e corredores. Todos cansados, com excesso de cafeina, falta de sono, dores, acabam acontecendo situações chatas para todos e manter o bom humor é imprescindível. Apesar de algumas birras tolas a equipe se manteve bem em mais um dia inteiro de porrada na estrada, dessa vez com chuva.
De todas as pequenas cidades que passamos por todo o percurso, a mais curiosa era uma que tinha uma igreja enorme, e três casinhas super modestas em volta. Vários pontos de apoio, várias massagens, várias refeições rápidas e de volta a estrada.
Faltavam apenas 30km para chegar ao destino final, o nosso corredor já estava fora de si mentalmente sem saber se conseguiria terminar a prova. Fizemos uma troca de tenis para outro mais seco, no meio da troca ele saiu descalço por vários metros. A equipe decidiu sumir com o carro de apoio e eu o acompanharia a pé neste final de prova, sendo assim ele não teria como desistir (na verdade teria), tendo assim que continuar. Ninguém chega aquela parte da corrida com o corpo inteiro, se ele estava ali era por muita coragem porque cada músculo e ossos estavam moídos aquela altura, cada passo ia ser uma porrada. Acho que ele não ouvia mais nada do que eu dizia para encoraja-lo então a estratégia foi mais Capitão Nascimento, gritando coisas de pelotão de exército como “Vamos caralho, quero ver se é guerreiro”, e outras bobagens assim, não sei se foi por isso ou pelos comprimidos de cafeína que tomou (acho mais provável), ele parou um pouco e soltou um “vamos terminar essa porra”. Ressurgiu das cinzas completamente e pois-se em movimento, desta vez firme novamente. Encontramos uma amizade que fizemos durante a prova, o corredor carioca Henrique, acompanhei ambos por mais alguns quilômetros e me mandei, ele ia terminar a prova de todo jeito.
Segui direto para a linha de chegada, os que completavam a prova traziam estampados em seu rosto os últimos 217km de desgaste físico e psicológico se diluindo em um sorriso enorme. Mas ali, eu já sabia a muito tempo que no ano seguinte seria a minha vez.
Diário do Ultra Maratonista - Henrique Jacob
Fala Pedro!Tudo bom com você?
To aqui na ralação(diversão) rs Vou agora começar a diminuir um pouco o treino para a próxima corrida no RJ. Fiz meu úlitmo treino longo 3h 30m com o Manoel Mendes, que vai competir na Br135 tb. Mandei em anexo as fotos do treino, é o lugar onde treino todo dia, do lado da minha casa. Os Km passam e agente nem sente, o único problema( ou vantagem depende do ponto vista)rs , não tem retas rss
Vou usar esta prova como treino e teste para a Br135. Assim corro relaxado sem pressão.
Vou testar os equipamentos novos que comprei. Meias, tênis, short, blusa, casaco…, algumas técnicas que aprendi, testar a nutrição que vamos fazer na Br (hidratação e alimentação), minha mãe vai agora pra fotografar e me ajudar no apoio.
Quero testar a cafeína durante a prova para me manter acordado e ver a reação do meu organismo durante a prova.
O objetivo é ir lá e me manter ativo o quanto tempo achar que vale a pena. Se conseguir uma boa colocação vai ser ótimo, mas isso vai depender da qualidade de como vou me manter correndo ou caminhando. Estou me sentindo muito bem, posso dizer que até melhor de quando fui para a Spartatlhon, estou um pouco mais cansado só. Vamos ver o que vai acontecer, pelo trabalho que venho fazendo, estou sentindo um bom resultado independente da colocação e sim dos objetivos alcançados.
Nosso amigo me deu uma quase certeza que não vai poder ir. Então seremos apenas nós, vocês, minha mãe e o Henderson.
Cara para fazer o pace lá o importante é você estar correndo um pouco mais principalmente caminhar rs quando eu tiver correndo durante o dia é melhor eu ir só que ai vou no meu ritmo, quando for caminhar ai é bom sempre ter alguem pra conversar. A noite pensei no Henderson correr pq é mais perigoso e alguns trechos (pequenos) o carro não passa, se chover, tem que atravessar um corrego relativamente perigoso. Prefiro que a noite fique vocês co minha mãe no carro pra dar segurança, revesar na direção, alguem descansar e cuidar da nutrição. Provavelmente vamos fechar antes da 00:00 do sábado. - de 40 horas
Fazendo este tempo acho que da pra ficar entre os 10 primeirosVamos lá, que é guerra!!!!!! vamos nos divertir, zoar, rir muito, pra diminuir a tensão e curtir o momento. Já viu aquela propaganda da Discovery….”Quando o sol nasce na África, é hora de correr, um correm pra fugir outros pra caçar, um dia é da caçã outro do caçador. Mas todo dia quando sol nasce é hora de correr! E ninguem vai caçar a agente hehehe vamos caçar um por um …. hehehe Quando vi o Jurek correndo, parei e pensei, to errado, correr 200km é dificil, 10km é dificil, a diferença ta na motivação e atitude como você encara isso. Existem várias maneiras de correr, vários tipos de ultramaratona, por isso me considero corredor de longas distâncias e vez de ultramaratonista.É a diferença do free surf, pro surf profissional, o Rob Machado, Tom Currem, Tom Caroll, Jami O´brien, Danilo Grilo, eles ganham dinheiro e se divertem, competem e se divertem, por isso o Kelly parou de competir e agora fica nesta dúvida se ele vai parar,ai ele vai lá relaxado e ganha heheeSe correr por dinheiro, vira obrigação, claro que quero ganhar dinheiro ter patrocínio, é um dinheiro que com certeza influi diretamente na minha vida e da minha família mas acho que isso vai vir naturalmente pelo meu trabalho, de um jeito ou de outro vou fazer dar certo rs aqui ou no exterior, vou ter que ralar muito, mas sonho é sonho, o importante é lutar por eles fazendo o melhor que poder. 
Vou tentar correr rápido pra vocês não cansarem tanto lá tá bom??rssAbraço e bons treinos!!—
Henrique Jacob
Os preparativos de um Ultra Maratonista para a BR 135
Um pequeno apanhado de algumas perguntas famosas ao Ultra Maratonistas, e como esta sendo a preparação para a BR 135, por Henrique Jacob:
200 km sem parar? Nem pra fazer xixi? Não Dorme? É direto? Quanto tempo? Quantos km/h você corre? Quantos pares de tênis você usa?E a comida? Come correndo?….
Pequeno vídeo filmado por Henrique Jacob dando uma força para o brother que se preparava para a BadWater
Rumo a BR135 - acompanhando uma ultra maratona
Sempre acreditei que compartilhar informação é bom para todo mundo, no começo era usando e criando programas para linux, escrevendo manuais para ajudar usuários gratuitamente, elaborando artigos para diversas páginas. Basicamente qualquer projeto que eu participo eu sempre crio uma página na internet e as coisas acabam acontecendo. Neste meu desejo de completar uma super maratona eu acabei criando o Vou Correndo, através dele fui fazendo vários amigos, trocando informações, aprendendo. Hoje fico feliz em anuncia que por conta deste blog e de novos amigos, em janeiro do ano que vem estarei participando da equipe de apoio de Henrique Jacob na ultra maratona mais difícil do Brasil, a BR135.
Dia da Largada: 23 de Janeiro de 2009, às 8:00 horas - Poços de Caldas, MGDia da Chegada: 25 de Janeiro de 2009, às 20:00 horas - Paraisópolis, MGCom uma distância de 135 Milhas (217 Km) a serem percorridos em até 60 horas a BR 135 Ultra é considerada a prova mais difícil do Brarasil. Toda realizada nas montanhas da Serra da Mantiqueira no estado de Minas Gerais, esta prova criada pelo ultramaratonista Mario Lacerda, acontece no trecho de maior dificuldade do Caminho da Fé, a BR 135 Ultra está em sua quarta edição. O Caminho da Fé é o berço dessa corrida.
A BR 135 Ultra faz parte da Copa do Mundo de Corridas de 135 Milhas -“BAD135 World Cup” - uma iniciativa da empresa americana AdventureCorps promotora da corrida Badwater 135 no Deserto do Vale da Morte na Califórnia - USA que é dirigida por Chris Kostman.
Esta Copa do Mundo de corridas em ambientes de máxima dificuldade já é considerada a série mais difícil do planeta e é formada pelas provas:A BR 135 Ultra é extremamente difícil porque é toda realizada nas montanhas da Serra da Mantiquiera, e apenas 20 dos 217 km de toda a corrida são planos. O atleta ao longo da prova “sobe e desce” um Monte Everest, com um total de mais de 10Kms de subida e aproximadamente 9 km de descida acumuladas.
Badwater Ultramarathon - Corrida no Deserto. Arrowhead Ultramarathon - Corrida no Gelo. BR 135 Ultramarathon - Corrida nas Montanhas.
Para entender um pouco mais, aqui vai uma matéria completa com a corrida, e em breve matéria com Henrique e como vai ser a preparação para a corrida:


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