
José Cláudio - Foto por Alexandre Severo
Tai um gênio da raça, e tenho o prazer de ter tanto ele quanto o filho como amigos. Esta semana no Museu do Estado de Pernambuco acontece a exposição em comemoração dos 60 anos de sua obra, mais feliz ainda do que te-los como amigos é conhecer a sua obra, algo espetacular que para mim esta no patamar dos grandes gênios. Uma explosão de cores que parecem ser a própria vida daquilo o que é pintado. Junto com a exposição, um belo livro.
José Claudio tem a mania de presentear os amigos com sua obra, não sei se ele tem idéia de sua própria importância mas nós amigos agradecemos. Tenho dois quadros dele, um pequeno que conta a história de um repente, e outro que foi dado a meu avô, e que por motivos óbvios foi proibido pela minha avó de ser pendurado em sua casa, eu só agradeço.
Juvenal e o Dragão - por José Claudio
(presente que foi me dado)
Matéria publicada no Terra Magazine: Um dos pintores mais importantes da arte brasileira contemporânea, José Cláudio integrou expedição à Amazônia em 1975, acompanhado por cientistas e pelo músico Paulo Vanzolini. Durante a viagem, entre outros, pintou as “Mulheres na beira do Rio Madeira”, em Novo Aripuanã (Amazonas), imagem reproduzida acima.
José Cláudio da Silva nasceu em Ipojuca, Pernambuco, em 1932. Começou a desenhar nos papéis de embrulho da loja de seu pai, Amaro Silva. Em 1952, interrompeu o curso de Direito, da Faculdade de Direito de Recife, e ingressa no Atelier Coletivo, da Sociedade de Arte Moderna do Recife, dirigido pelo escultor Abelardo da Hora.
Em 1957 participa da IV Bienal de São Paulo, que lhe confere prêmio de aquisição. Em 1975 pinta 100 óleos documentando aspectos da Amazônia. Fez essa viagem pelo Rio Madeira a convite do zoólogo e compositor Paulo Vanzolini, que costumava levar um artista em excursões à Amazônia (hábito dos cientistas mais antigos).
Um dos desenhos da série sobre a Amazônia foi levado pelo zoólogo americano Ronald Hayer para o Museum of Natural History, da Smithsonian Instituiton, Washington. Os quadros foram adquiridos pelo governador de São Paulo, Paulo Egydio, e se encontram hoje no Palácio Bandeirantes.
Trabalhou na Bahia com Mário Cravo, Carybé e Jenner Augusto; e em São Paulo com Di Cavalcanti. Estudou gravura com Lívio Abramo na Escola de Artesanato do Museu de Arte Moderna de São Paulo; Modelo Vivo e História da Arte na Academia de Belas Artes de Roma, bolsista da Fundação Rotelini (Itália).
Lançou os livros Viagem de um jovem pintor à Bahia e Ipojuca de Santo Cristo(1965), Bem dentro (1968)) e Meu pai não viu minha glória (1995).
Em 1992, foi um dos dez artistas brasileiros eleitos por uma comissão de críticos para fazer cartaz comemorativo dos 50 anos da chegada da Coca-Cola ao Brasil: “Coca-Cola 50 anos com arte”.
Em 2004, pintou um painel sobre festas populares de Pernambuco para o novo Aeroporto dos Guararapes. Reside em Olinda.
Sem nome - por José Cláudio
(Quadro censurado na casa de minha avó, e que agora é meu)