Rugby uma paixão

Primeira reunião com os amigos, do que pode ser um novo time de Rubgy de Recife. Algo competitivo dentro do Brasil, Band of Brothers, dispostos a levar e dar muita porrada. Gente que você pode olhar de lado na linha e contar como se fosse na guerra, amigos que querem conquistar o nordeste e brigar pelo Brasil. Só casca grossa.
Comentários - 17.04.2009 - Tags: Dia a dia;
Rafael Sica - Ordinário
Comentários - 06.04.2009
Vinhos e cervejas

Por que eu não paro de beber completamente? É que eu adoro vinho e cerveja, mas gosto mesmo é no sentido de apreciar. Mas o que estabeleci foi o seguinte: 1 garrafa de cerveja (geralmente cervejas de melhor qualidade como a Baden Baden) só para mim, ou uma garrafa de vinho para duas pessoas (se estiver bebendo só, meia garrafa). E essa conta vale pela noite inteira. Hoje encerrei a noite com um excelente vinho argentino Trumpeter e queijos, belo final de noite. Assim não deixo de apreciar bebidas que adoro, nem acordo quebrado para o treino do dia seguinte.
Comentários - 26.03.2009 - Tags: Gastronomia;
Campos de Várzea - n.1

Eu adoro os campos de várzea, eles nascem dos lugares mais improváveis como em baixo de pontes, no meio de canaviais ou mesmo no topo de estações petróleo. O brasileiro não consegue viver sem futebol e precisa de um campo onde quer que seja. Viajando pelo inferior já fui testemunha do nascimento e desaparecento de muitos. Mesmo na cidade, vi campos de barro se tornarem ruas para depois voltarem a ser campos pintados em ruas, com suas barras improvisadas de sandálias ou latinhas.
Até agora nenhum dos grandes craques de nossa história nasceram dos bem organizados campos de futebol society e suas gramas sintéticas. O grande tapete dos gênios, em sua maioria, é composto de mato e muito barro batido. Em homenagem a esses grandes templos, irei registrar e catalogar todos que encontar, se você tiver uma foto envie-me junto com a localização e se possível alguma curiosidade a respeito.
Para inaugurar, este campo se encomtra na cidade do Cabo em Pernambuco. Ao raiar do sol jogam os aposentados, que mais tarde dão lugar aos mais jovens e times amadores locais. Com uniformes patrocinados por algum vereador ou algum comerciante local. Repletos de garotos que sonham em se torna profissionais, estes campos tem jogos durante todo o final de semana, nas laterais o sempre presente tronco de árvore caído servindo como banco de reservas e uma pequna, mas fiel platéia, cerveginha e tira gostos, mordomia assim nem no Maraca. A presença da kombi estacionada geralmente indica que um time veio de fora para desafiar o local, e obviamente deve estar super lotada.

Comentários - 23.03.2009 - Tags: Campo de Várzea;
Voltando aos treinos e meu Treinador
Comentários - 09.03.2009 - Tags: Corrida;
Brazil 135 - A maior ultra maratona do Brasil
Após postar várias vezes no meu blog sobre ultra maratonas, fui me tornando amigo de alguns atletas e leitores deste blog, até que surgiu o convite de um deles, o Henrique Jacob, para que eu participasse de sua equipe de apoio. Seria a primeira ultra maratona que eu teria uma participação ativa, mesmo que não como atleta.
Nunca nos falamos por telefone e tudo foi combinado via e-mail, ponto de encontro Hotel do SESC em Poços de Caldas - MG. Por surpresa, chegamos todos ao mesmo tempo no Hotel e tive o prazer de conhecer além do simpático Henrique, a mãe mais coruja do mundo Rita, e o hilário ultra maratonista Manoelzinho, a apresentação já indicava que qualquer que fosse o percurso, seria muito divertido.
Primeira horas de hotel, fomos encontrando os outros atletas e organizadores, a sensação foi de uma grande família, como o mundo das ultramaratonas é bastante marginal, são poucos os que se aventuram, assim todos se conhecem. A falta de grandes prêmios na modalidade faz com que o esporte fique ainda mais restrito aos que querem competir apenas pelo prazer da corrida, ou uma medalha pendurada no peito.
Após a apresentação oficial dos atletas, vários deles internacionais, era notório que a prova era feita na base do amor, os organizadores se desdobravam com a falta de recursos e voluntários na corrida. Como era apoio, traduzi durante horas para vários atletas internacionais os complicados mapas (pelo menos no papel) e explicações que o diretor da prova havia dado. Para mim, a prova havia começado ali.
Dia seguinte foi engraçado ir para a largada, pegamos a BR e de repente paramos do lado de uma mata, estávamos no lugar “como assim a largada vai ser aqui?”. E na entrada daquela bela floresta todos começaram a se alinhar, e após o hino do Brasil e algumas palavras que não consegui ouvir, foi dada a largada, alguns saíram voando, outros trotando, outros andando… Pelos próximos 217km essa prova seria pessoal para cada um deles.
Começo da prova tudo são flores, todas as estratégias conseguem ser cumpridas, as pessoas ainda conseguem raciocinar, algo que iria mudar em 24h pela privação de sono, alimentação e extenuação física. O trajeto era e foi durante todo o percurso espetacular, com várias cachoeiras, uma mata deslumbrante e uma população simpaticíssima. Fomos praticamente juntos durante todo o trecho até o famoso Pico do Gavião de 1663m de altitude, a partir dali tudo ia mudar. Para nosso corredor era um lugar muito importante, afinal foi onde ele havia perdido o pai, outro atleta de esportes radicais que praticava asa deltas naquele pico. Abandonando sua estratégia, Henrique colocou “a faca no dente” e atacou o pico furiosamente, subiu a plenos pulmões como se fosse ali a sua prova, chegou lá em cima, se sentou e meditou muito, era hora de ele ficar sozinho, registrei o momento e me afastei. Aquela luta com o pico viria a cobrar em seu corpo um valor muito alto durante todo o resto da prova.
Saindo do Pico, começamos a encontrar alguns atletas bastante surrados e precisando de apoio, nossa picape era grande e tinha alimento suficiente para alimentar um exército durante todo o ano, grande parte disso devido ao acompanhamento dos nutricionistas de Henrique, mas tenho certeza que também pela mãezona que não deixaria nada faltar durante a corrida. Ajudamos muitos corredores pois nem todas as equipes tinham um carro tão potente quanto o nosso, e por isso vários atletas ficaram sem apoio por distancias longas demais, sem água ou alimentação, todos eles atletas que nunca haviam corrido aquela prova e por isso não sabiam dos acasos do terreno. Foi ótimo para fazer alguns amigos e movimentar o corpo que por horas ficava por horas esperando nosso corredor.
Pegamos outro pico durante a madrugada, muito gelado, o que para os corredores com baixa porcentagem de gordura pode significar o término da prova, tanto que encontramos o nosso corredor em estado inicial de hipotermia e decidimos fazer uma pausa no ponto de apoio. Vários corredores se amontoaram por lá com fadiga geral, uma grande macarronada fornecida pela prova salvou muita gente. De repente chega um corredor que havia vomitado e desmaiado no pico, deitado por algumas horas, acordou, comeu o macarrão, voltou correndo para onde haviam pegado ele e continuou a prova normalmente.
Cansados partimos novamente, a essa hora a equipe já estava mais ou menos cansada, com 1h de sono, sem banho e tomando decisões. As dores atormentavam os atletas, então decidi amarrar o tênis e acompanhar o nosso corredor, falando de coisas boas tentava desviar sua atenção, mas as pernas cansadas e virilhas machucadas sempre o lembravam de que ainda faltavam mais 100km pela frente.
Ser equipe de apoio é engraçado, pois todos tem que segurar não só o próprio mental, como o de seus companheiros e corredores. Todos cansados, com excesso de cafeina, falta de sono, dores, acabam acontecendo situações chatas para todos e manter o bom humor é imprescindível. Apesar de algumas birras tolas a equipe se manteve bem em mais um dia inteiro de porrada na estrada, dessa vez com chuva.
De todas as pequenas cidades que passamos por todo o percurso, a mais curiosa era uma que tinha uma igreja enorme, e três casinhas super modestas em volta. Vários pontos de apoio, várias massagens, várias refeições rápidas e de volta a estrada.
Faltavam apenas 30km para chegar ao destino final, o nosso corredor já estava fora de si mentalmente sem saber se conseguiria terminar a prova. Fizemos uma troca de tenis para outro mais seco, no meio da troca ele saiu descalço por vários metros. A equipe decidiu sumir com o carro de apoio e eu o acompanharia a pé neste final de prova, sendo assim ele não teria como desistir (na verdade teria), tendo assim que continuar. Ninguém chega aquela parte da corrida com o corpo inteiro, se ele estava ali era por muita coragem porque cada músculo e ossos estavam moídos aquela altura, cada passo ia ser uma porrada. Acho que ele não ouvia mais nada do que eu dizia para encoraja-lo então a estratégia foi mais Capitão Nascimento, gritando coisas de pelotão de exército como “Vamos caralho, quero ver se é guerreiro”, e outras bobagens assim, não sei se foi por isso ou pelos comprimidos de cafeína que tomou (acho mais provável), ele parou um pouco e soltou um “vamos terminar essa porra”. Ressurgiu das cinzas completamente e pois-se em movimento, desta vez firme novamente. Encontramos uma amizade que fizemos durante a prova, o corredor carioca Henrique, acompanhei ambos por mais alguns quilômetros e me mandei, ele ia terminar a prova de todo jeito.
Segui direto para a linha de chegada, os que completavam a prova traziam estampados em seu rosto os últimos 217km de desgaste físico e psicológico se diluindo em um sorriso enorme. Mas ali, eu já sabia a muito tempo que no ano seguinte seria a minha vez.
Comentários - 09.03.2009 - Tags: Provas; Corrida;
TED: Parada obrigatória
Se você é um ser humano e se orgulha disso, você tem a obrigação de separar 30 minutos toda semana para assistir as palestras ministradas no TED - Ideas Worth Spreading . É uma conferência anual com algumas das pessoais mais inteligentes e influentes do nosso tempo. Eles possuem um canal no youtube e se não me engano várias dessas palestras já possuem legendas em português. Não assista como algo para seu currículo ou coisa parecida, assista porque é muito bom, porque inspira, e mesmo que quando se trata de um assunto que não é de seu interesse pode muito bem ser divertido, larga aquele DVD velho de Friends só um pouquinho.
Fora isto estou as voltas esperando minhas fotos da BR 135 chegarem pelos correios (esta vindo um cd de Brasília com elas) para escrever a loucura que foi a ultramaratona que participei como pacer em janeiro.
Comentários - 10.02.2009 - Tags: Informática;
Começando o dia com um açai
Kelly Slater e o Açai
Comentários - 12.12.2008 - Tags: Saúde; Dia a dia; Surf;


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